terça-feira, 5 de junho de 2012


Como fazer uma boa redação


Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. No entanto, conhecer seu lado teórico é muito importante. Aqui você encontra um resumo desta teoria com dicas de como fazer uma boa redação. Aplique-a em seu trabalho mas não se esqueça: você precisará fazer a sua parte, isto é, escrever.

Use palavras conhecidas e adequadas. Escreva com simplicidade. Para que se tenha bom domínio, prefira frases curtas. Amarre as frases, organizando as idéias. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.
O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas idéias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.
Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso não repita idéias, não use palavras demais ou outras coisas que só para aumentem as linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto. A pesquisa prévia ajuda a selecionar melhor o que se deve usar.
Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder. Para não errar, use a seguinte ordem: introdução, argumentação e conclusão da idéia.
A coerência (coesão) entre todas as partes de seu texto, é fator primordial para se escrever bem. É necessário que elas formem um todo. Para isso, é necessário estabelecer uma ordem para as idéias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as conseqüências.
Exemplos: Obedecer uma ordem cronológica é um maneira de se acertar sempre, apesar de não ser criativa. Nesta linha, parta do geral para o particular, do objetivo para o subjetivo, do concreto para o abstrato. Use figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação.
Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à idéia inicial é uma boa maneira de fechar o texto
.
Lembre-se, é fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e idéias. Àmedida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação. Não se apegue ao escrito. Refaça se for preciso. Não tenha preguiça, passe tudo a limpo quantas vezes forem necessárias. Nocomputador, esta tarefa se torna mais fácil. Faça sempre uma cópia do texto original. Assim você se sentirá à vontade para corrigir quanto quiser, pois sabe que sempre poderá voltar atrás.
SIMPLICIDADE
CLAREZA
OBJETIVIDADE
UNIDADE
COERÊNCIA
ÊNFASE
LEIA E RELEIA

sábado, 2 de junho de 2012


HISTÓRIA DA ARTE MODERNISTA...

ARTE MODERNA – MODERNISMO (1920 a 1940)
Cadeiras e mesas passam a ter formas geométricas e desenhos com motivos abstratos. A moda são as linhas retas e o pecado é o excesso de ornamentos. Os eletrodomésticos invadem a decoração das cozinhas: ferro elétrico, aspirador de pó, enceradeira, refrigerador e batedeira.
Alfredo Volpi
Anita Malfatti
Cândido Portinari
Emiliano Di Cavalcanti
Lasar Segall
Mário de Andrade (escritor)
Oswald de Andrade (escritor)
Tarsila do Amaral
Victor Brecheret (escultor)
Movimento Antropofágico (Anita MalfattiMário de Andrade, Menotti del Pichia, Oswald de Andrade, Pagu, Tarsila do Amaral, entre outros) – definir a cultura nacional como algo heterogêneo e repleto de diversidade...
MASP – Museu de Arte de São Paulo (página Museus Brasileiros)
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, também chamado de Chatô, “O Rei do Brasil”, foi jornalista e grande defensor da Semana de Arte Moderna.
Inserida nas festividades em comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século XIX. Entre os dias 11 e 18/02/1922, realiza-se no Theatro Municipal de São Paulo abriga a Semana de Arte Moderna, que inaugura uma nova fase na cultura brasileira... O festival teve uma exposição com cerca de 100 obras e três sessões lítero-musicais noturnas.
Entre os pintores participam Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Yan de Almeida Prado e Antônio Paim Vieira (com dois trabalhos feitos a quatro mãos), e o carioca Alberto Martins Ribeiro (cujo trabalho não se desenvolveu depois da Semana de 22). No campo da escultura, estão Victor Brecheret, Wilhelm Haarberg e Hildegardo Velloso. A arquitetura é representada por Antônio Garcia Moya e Georg Przyrembel. Entre os literatos e poetas, tomam parte Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, Renato de Almeida, Ronald de Carvalho, Tácito de Almeida, além de Manuel Bandeira com a leitura do poema Os Sapos. A programação musical traz composições de Villa-Lobos e Debussy, interpretadas por Guiomar Novaes e Hernani Braga, entre outros...
Do lado esquerdo da tela, bloco emitido em 05/05/1972, para comemorar o Cinquentenário da Semana da Arte Moderna de 1922 (RHM: B-31), com valor facial de 1,00. Do lado direito, destacado do bloco, selo comemorativo avulso (RHM: C-0732), cotado em quase 200 reais... A obra retratada no selo é de Di Cavalcanti, para a Capa do catálogo da exposição da Semana de Arte Moderna de 1922. O original compreende o acervo do Instituto de Estudos Brasileiros USP, Arquivo Anita Malfatti.
Abaixo, um curioso selo emitido por San Marino em 2004, para comemorar o aniversário de 450 Anos da Fundação de São Paulo (1554-2004), cuja imagem mostra as efígies de Mário de Andrade e Alcântara Machado, também a obra que simbolizou a Semana de Arte Moderna de 1922...
Brasília da o tom (1950 a 1960)
Seguindo a trilha da construção de Brasília, no final dos anos 50, as linhas retas permanecem e ganham destaque os móveis de designer, assinados. Fazem parte da lista: Lina Bo Bardi, Oswaldo Arthur Bratke e Sergio Bernardes.


Classicismo

 

Quatro séculos depois do início do Trovadorismo, surge em Portugal o Classicismo, também chamado de Quinhentismo por ter se manifestado no século XVI, em l527 (pela data), quando o poeta Sá de Miranda retorna da Itália trazendo as características desse novo estilo.
I- Contexto Histórico do Classicismo: o RENASCIMENTO
As GRANDES NAVEGAÇÕES fazem com que o HOMEM do início do século XVI se sinta orgulhoso e confiante em sua capacidade criativa e em sua força: desafiar os mares, percorrer os Oceanos, descobrir novos mundos, produzir saberes, desenvolver as Ciências e transformá-las em tecnologia, tudo isso resulta no surgimento de um HOMEM muito diferente daquele existente na Idade Média e esse homem volta a ser o centro da sua própria vida (ANTROPOCENTRISMO).
O que esse homem faz de melhor é em prol de si mesmo e isso se reflete também na Arte e na Literatura que ele produz nessa época.
Esse caráter humanista ou antropocêntrico estava esquecido nas "trevas" da Idade Média, mas já havia existido na Antiguidade (na civilização grega, por exemplo) e é porque, no início do século XVI, ocorre o ressurgimento ou renascimento do Antropocentrismo, que esse período da História é chamado de RENASCIMENTO.
O Renascimento é o momento histórico em que o homem produz grande quantidade e qualidade de obras artísticas e literárias; elas perdem o primitivismo e a ingenuidade das obras medievais e ganham um aprimoramento técnico que supera até as obras da antiguidade: as cores se multiplicam, surge a noção de perspectiva, as formas humanas são concebidas de maneira mais nítida, no caso da Arte. O "berço" do Renascimento é a Itália.
O tema predominante nas obras artísticas e literárias do Renascimento é sempre o HOMEM e tudo que diz respeito a ele.
II- A Literatura produzida no Renascimento: o CLASSICISMO
A volta do mesmo espírito antropocêntrico da antiguidade faz com que o homem renascentista busque inspiração nos modelos artísticos e literários - nas obras - das antigas civilizações, principalmente nas da Grécia Antiga. Assim, as características das obras da antiguidade são trazidas de volta e são também características das obras renascentistas. A Idade Antiga é também chamada de Idade Clássica e as obras produzidas naquela época são igualmente chamadas de clássicas. Como a obra renascentista possui as mesmas características da obra da antiguidade, também ela é chamada de clássica e esse período artístico e literário, de CLASSICISMO.
III- Características do Classicismo Renascentista:
1. ANTROPOCENTRISMO
2. PRESENÇA DE ELEMENTOS DA MITOLOGIA.
3. PRESENÇA DE ELEMENTOS DO CRISTIANISMO.
4. PRECIOSISMO VOCABULAR
5. OBEDIÊNCIA À VERSIFICAÇÃO.
6. FIGURAS ( em especial a Personificação)
7. RACIONALISMO ( = objetividade)
8. UNIVERSALISMO (= generalização)





quinta-feira, 31 de maio de 2012

RESUMO PARA A AVALIAÇÃO - GASPAR DUTRA




     Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.
Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:
Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:
A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que:
A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta

E ainda em:
Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva

- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva


2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa


3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta

- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta


4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranquilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta

- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta


5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal

- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.


6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva
Disponível em >  http://www.infoescola.com/portugues/oracoes-subordinadas-substantivas/ < acessado em 31/05/2012.

segunda-feira, 28 de maio de 2012





1. Permute o substantivo grifado por uma oração substantiva, segundo o modelo que segue.

Tínhamos interesse na sua colaboração.
Tínhamos interesse em que você colaborasse.
a)    Detectamos facilmente a existência de um erro.
b)    O corretor garantia a valorização do terreno.
c)    Preocupava-se com a fuga dos inimigos.

2. Classifique as orações substantivas abaixo em completiva nominal ou objetiva indireta.
a)    Aqui ninguém duvida de que marmota existe. (Rachel de Queiroz)

b)    Estava convencido de que todos os habitantes da cidade eram ruins. (Graciliano Ramos)

c)    Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. (G. Ramos)

d)    Essas ocorrências servem para prevenir a população de que nunca estamos seguros no grandes centros urbanos.

e)    O lazer não deve estar restrito á idéia de que se possa viajar à praia ou ao campo durante as férias.

3. Classifique as orações substantivas abaixo em subjetiva ou objetiva direta.
a)    É verdade que parte da imprensa aumentou muito o noticiário acerca da delinqüência. (Folha de S. Paulo)

b)    Sabia eu que não tinha mais trança de moça no detrás daquelas paredes (...) (J. C. de Carvalho)

c)    Constava também que Aurélia tinha um tutor. ( J. Alencar)

d)    Aqui, não: sabe-se que cada um traz a sua alma. (M. de Assis)

e)    Sinhá Inácia que lhe diga se não chorei muito... (M. de Assis)

4. Classifique as orações substantivas abaixo:
a)    Tenho certeza de que aqui é o meu lugar. (Clarice Lispector)

b)    Ela não entendeu se ele se referia à hora ou a toda a vida  passada sem compreensão. (Drummond)

c)    Pareceu-me que o mundo se tinha despovoado. (G. Ramos)

d)    Karl Marx acreditava em que a barbárie era a ausência de socialismo. (J. da Tarde)

e)    A oposição salvadorenha tem consciência disso, que há uma diferença “fundamental” entre a Guarda Nacional de Somoza e as Forças Armadas de El Salvador como instituição. (Folha de S. Paulo)

f)     Pensei compreender por que os noivos se presenteiam. (C. Lispector)

g)    Mas até hoje não sei quem matou a irmã Geórgia. ( F. Sabino)

h)   Não tenho dúvida de quanto fui amado.

i)     Pergunto-lhe quantas horas são. (Drummond)

j)     Olha para todos os lados para descobrir de onde sai a voz. (L. F. Veríssimo)

k)    O vizinho Pires de Melo mandou saber se eu queria  barganhar a pele da onça. ( J. C.  Carvalho)

l)     A comadre viu que o vento se lhe ia tomando absolutamente contrário. (M. A de Almeida)

m)  Dizia-se que os feiticeiros iam celebrar ali os seus sortilégios em noite de São João. (F. Távora)

n)   É evidente que ninguém pode condenar o governo por gastar dinheiro com saúde pública. ( J. Tarde)
o)    Afinal me convenci de que tudo aquilo eram tolices. (G. Ramos)
p)    É quase certo que Alexandre poderá ter o lugar de Lúcio no time.
q)    Vocês podem achar graça, mas não se esqueçam de que o cearense é um sujeito fino, prático.  (M. Palmério)
r)     É pouco provável que a economia brasileira caminhe para recessão como a dos anos 80.
s)    Não há dúvida de que Lucas conseguiu um bom negócio.
t)     Parecia que Luíza queria esfolar-se.
u)   A frase de White é o reconhecimento implícito de que uma revolução é de fato necessária em El Salvador. (Folha de S. Paulo)
v)    Desde os primórdios, sabemos que o homem é mortal.
w)    “Será necessário que vós vades para o deserto”.
x)    Vocês sabem se eles voltarão amanhã?
y)    Desejo que vocês viajem bem e descansem bastante.
z)    É necessário que tenhamos confiança no próximo.